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Lesão do Tríceps

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Lesão do Tríceps

Ruptura do tendão do tríceps na sua inserção no olécrano. É a mais rara das rupturas tendíneas do membro superior, mas causa perda importante da extensão do cotovelo — dificulta empurrar objetos e sustentar o peso do corpo com os braços.

Lesão do tríceps — ruptura do tendão na inserção do olécrano
Ruptura do tendão do tríceps na sua inserção no olécrano — falha palpável na região posterior do cotovelo.

O que é

A lesão do tríceps é a ruptura do tendão do músculo tríceps braquial na sua inserção no olécrano (ponta posterior do cotovelo). É a mais rara de todas as rupturas de tendão do membro superior. Pode ser aguda (após trauma) ou associada a doenças que enfraquecem o tendão. O tríceps é responsável pela extensão do cotovelo — sua perda compromete atividades que exigem empurrar, sustentar peso com os braços e destravar o cotovelo apoiado.

Sintomas

O quadro pode ser agudo (após queda ou esforço súbito) ou insidioso quando há tendinopatia prévia.

  • Dor na região posterior do cotovelo
  • Edema e hematoma na região olecraniana
  • Perda parcial ou total da extensão ativa do cotovelo contra a gravidade
  • Nas rupturas parciais o paciente ainda estende, mas com fraqueza
  • Falha palpável logo acima do olécrano em rupturas completas
  • Estalo ao movimento (raro)

Causas e fatores de risco

  • Queda com apoio da mão em cotovelo semifletido — o principal mecanismo
  • Contração excêntrica súbita (levantamento de peso, esforço de empurrar)
  • Uso de esteroides anabolizantes
  • Uso crônico de corticoide (sistêmico ou infiltrado local)
  • Insuficiência renal crônica em diálise
  • Hiperparatireoidismo
  • Doenças que fragilizam o tendão

Diagnóstico

  • Radiografia — pode mostrar avulsão de fragmento ósseo do olécrano (sinal do “flake”)
  • Ressonância magnética — exame de escolha. Define se a ruptura é parcial ou completa e o grau de retração
  • Ultrassom — útil quando ressonância não está acessível

Tratamento conservador

Reservado a rupturas parciais com preservação da extensão ativa contra gravidade e a pacientes de baixa demanda funcional. Envolve imobilização em extensão por 4-6 semanas seguida de fisioterapia progressiva. Sempre discuto com o paciente o risco de perda funcional definitiva.

Quando a cirurgia é indicada

Rupturas completas devem ser operadas — perder o tríceps compromete o dia a dia. A cirurgia consiste em reinserir o tendão no olécrano usando âncoras ou fios transósseos. Assim como no bíceps distal, o resultado é melhor quando a cirurgia é feita precocemente (primeiras 3 semanas). Rupturas parciais grandes (mais de 50% da espessura do tendão) em paciente ativo também são candidatas à cirurgia.

Perguntas frequentes

A cirurgia é grande?

É uma cirurgia de médio porte, com incisão posterior no cotovelo, geralmente feita sob anestesia regional. O paciente costuma sair no mesmo dia ou com internação curta.

Vou ficar com o braço engessado?

Uso órtese com extensão progressiva. Não é gesso rígido fixo — o cotovelo é liberado aos poucos para movimento passivo e depois ativo, sob orientação da fisioterapia.

Quanto tempo até voltar às atividades?

Atividades leves com 6-8 semanas, atividades de força e esporte após 4-6 meses. Volta ao treino de musculação (empurrar, supino, tríceps) pede paciência e progressão orientada.

Se eu não operar, vou perder a função do braço?

Perde a força de extensão e a capacidade de sustentar peso empurrando (levantar de cadeira apoiado nos braços, empurrar carrinho). Em ruptura completa não tratada o prejuízo é permanente.

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Este conteúdo é informativo e educativo. Não substitui a consulta médica. Somente um médico pode indicar o diagnóstico e o tratamento adequados para o seu caso. Dr. Rodrigo Beraldo · CRM-SP 155.154 · RQE 85.453.