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Fraturas do Ombro

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Fraturas do Ombro

Fraturas de úmero proximal, clavícula e escápula. Cada uma tem manejo específico. A boa notícia é que a maioria das fraturas do ombro é tratada sem cirurgia — a decisão depende do padrão da fratura e da demanda funcional.

O que é

As fraturas do ombro mais comuns são:

  • Úmero proximal — fratura da parte superior do osso do braço, muito frequente em idosos após queda
  • Clavícula — fratura do “cavão”, comum em ciclistas, motociclistas e após queda
  • Escápula — mais rara, geralmente ligada a trauma de alta energia

Sintomas

  • Dor intensa imediata após o trauma
  • Deformidade e hematoma extenso
  • Impossibilidade ou dor forte para movimentar
  • Crepitação óssea
  • Dor à palpação do local

Causas e fatores de risco

  • Queda com braço estendido (mais comum em idosos com osteoporose)
  • Trauma direto (acidente de trânsito, esporte de contato)
  • Trauma de alta energia (fraturas de escápula)

Diagnóstico

  • Radiografia em incidências específicas (AP verdadeiro, axilar, escapular Y) é o primeiro exame
  • Tomografia com reconstrução 3D — essencial para planejamento cirúrgico em fraturas cominutivas
  • Ressonância magnética em casos selecionados

Tratamento conservador

A maioria das fraturas do úmero proximal em idosos é tratada sem cirurgia:

  • Imobilização com tipoia por 2–4 semanas
  • Fisioterapia progressiva iniciada precocemente (mesmo com o tipoia)
  • Analgesia adequada
  • Ganho progressivo de amplitude

Publicamos estudo mostrando bons resultados do tratamento não cirúrgico em idosos com fraturas de úmero proximal.

A clavícula sem desvio ou com pouco desvio também é tratada sem cirurgia.

Fratura do úmero proximal
Fratura do úmero proximal

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia é considerada quando há:

  • Fraturas cominutivas com desvio importante
  • Fraturas em pacientes jovens e ativos
  • Perda de altura da cabeça umeral
  • Fraturas expostas ou com lesão neurovascular
  • Clavícula com desvio maior que a largura do próprio osso

Opções: osteossíntese com placa e parafusos, hastes intramedulares, artroplastia (prótese) para fraturas complexas em idosos.

Perguntas frequentes

Fraturei o ombro. Vou precisar operar?

Provavelmente não. A maioria das fraturas de úmero proximal em idosos e das clavículas com desvio pequeno é tratada com tipoia e fisioterapia. A decisão depende do padrão, da idade e da demanda funcional.

Quanto tempo com tipoia?

Geralmente 2 a 4 semanas para fraturas de úmero proximal, e algumas semanas para clavícula. Mesmo com o tipoia, começamos fisioterapia precoce para evitar rigidez.

Vou recuperar a força total?

Depende do padrão da fratura e do envolvimento articular. A maioria retorna a atividades diárias completamente. Retorno esportivo pleno pode levar 4–6 meses.

Por que uns médicos indicam cirurgia e outros não para a mesma fratura?

A evidência científica em fraturas do úmero proximal em idosos favorece o tratamento conservador na maioria dos casos. É uma área que tem muita divergência — sempre discuto contigo os dados disponíveis para decidir juntos.

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Este conteúdo é informativo e educativo. Não substitui a consulta médica. Somente um médico pode indicar o diagnóstico e o tratamento adequados para o seu caso. Dr. Rodrigo Beraldo · CRM-SP 155.154 · RQE 85.453.