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Luxação Acromioclavicular

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Luxação Acromioclavicular

Ruptura dos ligamentos que unem a clavícula ao acrômio, causando deformidade em “tecla de piano” e dor no ombro após queda direta.

Luxação da articulação acromioclavicular
Luxação da articulação acromioclavicular

O que é

A articulação acromioclavicular une a extremidade lateral da clavícula ao acrômio da escápula. Quando os ligamentos que a estabilizam se rompem, ocorre a luxação acromioclavicular — a clavícula “sobe” em relação ao acrômio.

Não confundir com a luxação glenoumeral (do ombro propriamente dito).

É classificada em graus I a VI (Rockwood), sendo os grau I-II lesões mais leves e IV-VI as mais graves.

Sintomas

  • Dor no topo do ombro após queda direta;
  • Deformidade visível (“tecla de piano”) no ombro;
  • Dor ao levantar o braço ou cruzar sobre o peito;
  • Sensação de instabilidade escapular em graus mais altos.

Causas e fatores de risco

  • Queda direta sobre o ombro (comum em ciclistas, skatistas, esportes de contato);
  • Impacto lateral no ombro;
  • Trauma esportivo (rúgbi, jiu-jitsu, futebol americano).

Diagnóstico

  • Exame clínico — deformidade, dor à palpação, teste da tecla de piano;
  • Radiografia AP e Zanca — permite medir o desnível clavícula-acrômio e classificar por Rockwood;
  • Radiografia com estresse (peso) — em casos duvidosos.

Tratamento conservador

Indicado nos graus I, II e a maioria dos graus III:

  • Tipoia por 2-4 semanas;
  • Anti-inflamatórios;
  • Fisioterapia progressiva para restauração de mobilidade e força escapular;
  • Retorno ao esporte gradual a partir de 6-8 semanas.

Quando a cirurgia é indicada

Indicada em:

  • Graus IV, V e VI (deformidade grave);
  • Grau III em atletas de alta demanda ou trabalhadores braçais;
  • Falha do tratamento conservador em grau III;
  • Casos crônicos com dor persistente.

A técnica pode incluir reconstrução ligamentar coracoclavicular (via botões corticais ou enxerto tendíneo).

Perguntas frequentes

Luxação acromioclavicular e luxação do ombro são iguais? Não. São articulações completamente diferentes.

Sempre precisa operar? Não. Graus I-III geralmente têm bom resultado com tratamento conservador.

A deformidade some com tratamento conservador? A dor sim, mas a deformidade tende a persistir — não afeta a função em graus I-III.

Conteúdo educacional. Não substitui avaliação médica presencial. Dr. Rodrigo Beraldo · CRM-SP 155154 · RQE 85453 · TEOT 15041.