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Tríade Terrível do Cotovelo

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Tríade Terrível do Cotovelo

Combinação grave de luxação posterior do cotovelo + fratura da cabeça do rádio + fratura do processo coronoide. Alta taxa de instabilidade residual e artrose pós-traumática.

Tríade terrível — luxação posterior com fraturas associadas
Tríade terrível — luxação posterior com fraturas associadas

O que é

A “tríade terrível” do cotovelo é uma combinação lesional grave descrita por Hotchkiss em 1996, envolvendo três lesões simultâneas:

  • Luxação posterior do cotovelo;
  • Fratura da cabeça do rádio;
  • Fratura do processo coronoide da ulna.

O nome “terrível” reflete o prognóstico historicamente ruim — alta taxa de instabilidade residual, rigidez e artrose pós-traumática se não tratada adequadamente.

Sintomas

  • Dor intensa e deformidade do cotovelo após trauma;
  • Impossibilidade de movimento;
  • Edema volumoso;
  • Instabilidade e sensação de “sair do lugar” mesmo após redução da luxação inicial.

Causas e fatores de risco

  • Queda sobre a mão em pronação (mecanismo clássico);
  • Trauma de alta energia (acidentes de moto, quedas de altura);
  • Esportes de contato.

Diagnóstico

  • Radiografia AP e perfil do cotovelo — visualiza as três lesões;
  • TC com reconstrução 3D — obrigatória para planejamento cirúrgico e avaliação da fratura do coronoide (classificação de Regan-Morrey).

Tratamento conservador

Não é a regra — reservado para casos excepcionais em pacientes idosos, fragilizados ou com contraindicações cirúrgicas absolutas. Nesses casos, imobilização em ângulo estável seguida de reabilitação limitada.

Quando a cirurgia é indicada

Padrão universal. Protocolo cirúrgico envolve:

  • Fixação ou substituição da cabeça do rádio;
  • Fixação do coronoide (parafusos ou sutura transóssea);
  • Reparo do complexo ligamentar colateral lateral;
  • Avaliação da estabilidade intraoperatória — se residual, reparo do colateral medial ou fixador externo articulado.

Mobilização precoce controlada (7-10 dias) é essencial para prevenir rigidez.

Perguntas frequentes

Por que se chama “terrível”? Pelo prognóstico historicamente ruim quando não tratada com protocolo cirúrgico adequado.

Fica com sequela? Com tratamento correto e reabilitação, a maioria recupera função útil, mas alguma perda de amplitude é comum.

Tem artrose no futuro? Sim, o risco é aumentado — reforça a importância da redução anatômica.

Conteúdo educacional. Não substitui avaliação médica presencial. Dr. Rodrigo Beraldo · CRM-SP 155154 · RQE 85453 · TEOT 15041.